11 de março de 2013 Comments

Danieli Haloten no Festival de Curitiba: Curitibana cega interpreta gaucha que enxerga em "A Farsa do Bom Marido"


Danieli Haloten no Festival de Curitiba
Curitibana cega interpreta gaucha que enxerga

Uma das atrações do Festival de Curitiba 2013 é a comédia “A Farsa do Bom Marido”, apresentada pelo Grupo Clichê de Teatro de Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba.
A farsa apresenta a história de três mulheres de descendência europeia, obcecadas em arrumar um marido: uma paranaense, uma gaucha e uma catarinense. Cansadas de esperar, elas resolvem castigar Santo Antônio até encontrarem um pretendente e acabam caindo em uma armadilha na qual o público se torna cúmplice. Durante a trama, a plateia pode ver os costumes, crendices e expressões dos estados do sul, como “puchero, vai reto toda vida ou dianho”, por exemplo.
 
Danieli Haloten, conhecida como Anita da novela “Caras & Bocas”da Globo, interpreta a gaucha Maria Mole, que como no texto original enxerga normalmente.

A peça tem autoria e direção de Nallu Nichele, que também dirigiu o stand-up de Danieli Haloten. Nallu é fundadora do Grupo Clichê e há três anos, coordena o grupo de teatro da comunidade de Fazenda Rio Grande, onde descobriu jovens talentos como David Gabriel, que na farsa interpreta a figura do diabo, Felipe Matozo, que personifica Santo Antônio e Aline Resende, que faz a catarinense Maria Guela. Ainda integra o elenco a atriz Dani Piekarski, interpretando a paranaense Maria do Bordado.

Sucesso que se constrói
 
A “Farsa do Bom Marido” estreou em 2010, em um bar de Curitiba, com David Gabriel fazendo o diabo, Nallu Nichele, Dani Piekarski e Josiane Wolpato interpretando as Marias e manipulando o santo, representado por um boneco. 
 
O público gostou tanto da peça que ela também foi apresentada em teatros das cidades da grande Curitiba. O que levou o grupo a ir adaptando e aperfeiçoando a farsa, escrita inicialmente para ser encenada em festas juninas e outros espaços alternativos. 
 
Com o tempo, a farsa ganhou a sonoplastia criada por Gabrielly Nichele, que passou a acompanhar a peça com seu violão; e Aline Resende, que passou a manipular o boneco do Santo Antônio. Com esses novos elementos, a peça foi apresentada na Praça Rui Barbosa, no Festival de Teatro de Curitiba de 2011.

No Festival de 2013, Nallu Nichele deixa a catarinense para Aline. E o santo ganha vida na pele do ator Felipe Matozo.

O que é farsa?

Farsa é um gênero teatral cômico, menos exigente que a alta comédia.
É uma modalidade burlesca, caracterizada por personagens e situações caricatas. Considerada um subgênero dramático, afirma-se a partir do século XIII, atingindo o seu apogeu nos séculos XIV e XV.

Serviço:
Farsa do Bom Marido
29 de março às 21 horas e 30 de março ao meio dia
Teatro Antônio Carlos Kraid – Portão Cultural
Classificação: 14 anos
Duração: 45 minutos

http://festivaldecuritiba.com.br/2013/espetaculos/ver/302/Fringe/Comedia/A_Farsa_do_Bom_Marido

Ficha técnica:
Elenco:
Danieli Haloten: Maria Mole
Aline Resende: Maria Guela
Dani Piekarski: Maria do Bordado
David Gabriel: Diabo
Felipe Matozo: Santo Antônio

Autoria, direção, produção e figurino: Nallu Nichele
Cenografia: Dani Piekarski
Assessoria de imprensa: Danieli Haloten
Sonoplastia: Gabrielly Nichele
 


Fonte: BLOGLOG/Danieli Haloten
 
10 de março de 2013 Comments

Professor da UDESC é o primeiro surdo do Brasil a alcançar título de doutor em Linguística

Deonísio Schmitt é da primeira turma de Pedagogia para surdos na América Latina, na modalidade a distância da universidade.

Schmitt está na Udesc desde 2005 - Foto: Divulg.

O professor Deonísio Schmitt, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), é o primeiro surdo do Brasil a alcançar o título de doutor em Linguística.

Ele defendeu a tese na última quinta-feira, 28, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com o título "História da língua de sinais em SC: contextos socio-históricos e sociolinguísticos de surdos de 1946 a 2010". “Estou muito feliz pela conquista”, diz, resultado, segundo ele, de muito esforço, desafio e superação.

Schmitt é da primeira turma do curso de Pedagogia para surdos na América Latina, criada em 2001 pelo Centro de Educação a Distância (Cead), da Udesc.

Ele conta que enfrentou muitas barreiras para estudar desde o ensino fundamental devido às dificuldades de aprendizagem da língua portuguesa por falta de intérprete em sala de aula. “Fui incluído numa turma de alunos ouvintes e só consegui adquirir conhecimento através da leitura labial”, afirma.

Com o tempo, Schmitt descobriu que não havia pesquisa em Santa Catarina sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) na área de Linguística, mas, com bastante dedicação e apoio da família, conseguiu reunir dados que serviram de base para a dissertação de mestrado, na qual procurou contextualizar a trajetória e a educação de surdos no Estado, e a tese de doutorado.

Currículo

Deonísio Schmitt é natural de Florianópolis, tem 36 anos, é casado e pai de dois filhos. Em casa, somente ele é surdo. Na família, porém, possui três primos surdos.

O docente da Udesc tem duas especializações: uma em prática interdisciplinar, em educação infantil e séries iniciais, e outra sobre educação de surdos – aspectos culturais, políticos e educacionais.

Também é co-autor do Caderno Pedagógico de Língua Brasileira de Sinais para educação a distância da Udesc e do Caderno Introdução à Língua Brasileira de Sinais na modalidade a distância da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).

Além disso, é professor de Libras para crianças, jovens, adultos surdos e ouvinte. Militante, foi membro da diretoria do escritório regional da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) no período de 2003 a 2007 e sócio da Sociedade de Surdos de São José.

Assessoria de Comunicação da Udesc
Jornalista Valmor Pizzetti
E-mail: valmor.pizzetti@udesc.br
Fone: (48) 3321-8142
 
Fonte: Portal UDESC
9 de março de 2013 Comments

Aplicativo alagoano Hand Talk é eleito o melhor do mundo em concurso

Alagoanos disputaram concurso da ONU com jovens de vários países.
Projeto eleito traduz texto, som e imagem para LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais).
 
Natália Souza do G1 AL

Start up traduz texto, som e imagem para LIBRAS
(Foto: Hand Talk/Divulgação)
A bandeira de Alagoas esteve em destaque no palco do maior prêmio de tecnologia móvel do mundo. O aplicativo Hand Talk (Mãos que Falam), criado por três jovens alagoanos foi escolhido nesta terça-feira (5), o melhor na categoria Inclusão Social do prêmio WSA-Mobile em um concurso promovido pela ONU, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.
 
O aplicativo, que tem o objetivo de levar inclusão social a deficientes auditivos, concorreu com outros quatro aplicativos na categoria.
 
Em Abu Dahbi desde o dia 2 de fevereiro, os sócios criadores do Hand Talk, Ronaldo Tenório, Carlos Wanderlan e Thadeu Luz afirmaram estar bastante ansiosos com a premiação.
 
Ao saberem o resultado, os jovens fizeram questão de levar a bandeira de Alagoas para o palco onde fizeram os agradecimentos aos familiares, amigos e ao secretário de Tecnologia de Alagoas, Eduardo Setton.
 
"A sensação é indescritível. Um beijo para todos que torceram por nós, familiares, amigos", falou, emocionado, Ronaldo Tenório.
 
Alagoanos estenderam a bandeira do estado durante a premiação
(Foto: Arquivo pessoal/ Ronaldo Tenório)
Segundo o empresário e investidor anjo, João Kepler, durante os dias de exposição, o stand do Hand Talk foi um dos mais procurados. Oitenta jurados votaram na premiação.
 
Tecnologia 3D

 Hugo. Esse é o nome do boneco de aparência simpática que será o interlocutor entre o Hand Talk e os deficientes auditivos usuários da tecnologia. Os criadores realizaram estudos de linguagem corporal e tiveram o cuidado de garantir que Hugo fosse um personagem atrativo.
 
Veja como funciona o aplicativo clicando aqui.
 
“Usamos uma tecnologia 3D, onde chegamos à conclusão que Hugo deveria ser magro, com uma cabeça grande e dedos finos para facilitar na gesticulação”, disse o arquiteto e chefe de operações do Hand Talk, Thadeu Luz, 27.
 
De acordo com ele, o aplicativo não é só um dicionário ou tradutor gramatical da língua portuguesa para libras. “Através de uma biblioteca de animação, programada por um conjunto de mais de 300 palavras, o Hand Talk converte dados de texto, som e imagem que são traduzidos em LIBRAS pelo Hugo”, contou.
 
Jovens empreendedores momentos antes da premiação
(Foto: Arquivo pessoal/Ronaldo Tenório)
Concurso

Considerado o Oscar da tecnologia móvel, o WSA-mobile contempla e promove os projetos com melhores conteúdos e aplicativos on-line em diversas categorias. Entre os 435 projetos de 102 países inscritos gratuitamente no prêmio, o Hand Talk e o MyFunCity são os únicos representantes brasileiros na disputa. A escolha do melhor app aconteceu através de votação no site da WSA.
 
Fonte: G1


7 de fevereiro de 2013 Comments

Livros Infantis em Braille - COLEÇÃO ITAÚ

 
 
Peça os seus no Link
A Coleção Itaú de Livros Infantis ganha versão em fonte ampliada e braille para contemplar também as pessoas com deficiência visual. Serão distribuídas, para serem lidas a crianças de até 5 anos, 2 mil coleções compostas por três títulos recomendados por especialistas em literatura infantil, além de folheto... com dicas de leitura e adesivo.

A versão acessível foi produzida a pedido da Fundação Itaú Social pela Fundação Dorina Nowill para Cegos e está disponível desde 14 de novembro. Serão disponibilizados os mesmo títulos da versão original, que são: Lino, de André Neves (Editora Callis); Poesia na varanda, de Sônia Junqueira (Editora Autêntica); e O ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado, de Don e Audrey Wood (Editora Brinque-Book).
2 de fevereiro de 2013 Comments

Dislexia: o que é, como identificar e tratar

Dificuldade de aprender, indisciplina, preguiça e desatenção podem ser frutos da dislexia.

A dificuldade no aprendizado pode ter um motivo bem específico: a dislexia!

Tem criança que aprende fácil, fácil, a ler. Outras demoram um pouco, mas acabam aprendendo também. Com outras o processo é bem mais difícil: são meninos e meninas atormentados pela dificuldade de entender letras e algarismos (o "b" vira "d", o "16 se torna "61"), apesar de ter enorme talento em outras atividades - esportes, por exemplo.

"Cerca de 5 a 10% da população mundial em idade escolar apresentam deficiência na leitura e na escrita", explica o neurologista e neuropediatra Mauro Muszkat. "E é esse problema, a dislexia, uma das causas da evasão escolar no País."

Quem sofre de dislexia não consegue identificar as letras de uma palavra, e por isso o problema se torna perceptível durante a alfabetização. Ela se atrapalha com o que a professora escreve no quadro-negro - números incluídos. Certo é que a criança disléxica, embaraçada, foge da classe para não ter de ler perante os colegas. É importante, porém, procurar um especialista antes de tachar as crianças com dificuldade de leitura como disléxicas. São os neurologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e psicopedagogos que ajudam a diagnosticar e tratar o distúrbio.

A seguir, Mauro Muszkat detalha o que a família precisa saber sobre esse distúrbio.
 
1. O que é dislexia? 
     
A dislexia nada tem a ver com a falta de audição, muito menos com o QI reduzido.

Há pais que explicam o fato de o filho tirar nota baixa no aprendizado da linguagem por ouvir mal ou pior, por ser pouco inteligente. "A criança que sofre de dislexia apresenta, na verdade, dificuldade na transformação da imagem da palavra em som, ou seja, ela faz associações erradas entre palavras e sons", enfatiza Mauro Muszkat. "Para os pais, o importante é estar ciente de que ela pode ser inteligente de outras maneiras, mesmo sem ler e escrever bem."
 
2. A dislexia é um problema que se torna visível em idade de alfabetização.
 
Muitas vezes a criança que apresenta alguma dificuldade na leitura já é rotulada de disléxica, o que só prejudica o desenvolvimento da sua aprendizagem. Entenda: a criança que sofre de dislexia não sabe associar o som à letra de uma palavra, nem entende rimas muito bem menos brinca com as palavras. "Esses são sinais clássicos de dislexia, que exige o diagnóstico de um especialista, que vai orientar o tratamento", diz Mauro Muszkat.
 
3. É possível amenizar os efeitos da dislexia.
 
A criança que sofre de dislexia tem hoje à disposição um bem planejado processo de reabilitação. Apesar de não existir cura para a dislexia, a Ciência já sabe indicar o que deve ser feito para devolver a criança com esse tipo de problema às atividades normais. "O cérebro tem enorme capacidade de se reorganizar e dar ‘cobertura’ a essa deficiência", garante Mauro Muszkat.
 
4. Quanto mais cedo a família procurar a ajuda de um especialista melhor.
 
"O ideal é que a criança disléxica comece o tratamento antes dos 10 anos", salienta Mauro. Para tanto, ele recomenda que o diagnóstico seja feito tanto por um neurologista quanto por um especialista em fonoaudiologia. E não só. "Por atingir a autoestima, a criança que sofre de dislexia é vítima em potencial de bullying", alerta o especialista. O que torna uma avaliação psicológica essencial para entender todas as causas que levaram essa criança a se tornar disléxica.
 
 
 
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