22 de fevereiro de 2014 Comments

ENCONTRO ESTADUAL DE ATENDIMENTO PEDAGÓGICO HOSPITALAR

O ENCONTRO ESTADUAL DE ATENDIMENTO PEDAGÓGICO HOSPITALAR acontecerá no dia 18 de março do corrente ano, na sala de Recursos Áudio Visuais 12º andar - Faculdade de Educação / UERJ - Campus Maracanã.
 
Coordenação do evento:
  • Professora Dra. Edicléa Mascarenhas Fernandes.
  • Pedagoga Renata Marques Issa.
  • Psicopedagoga Tyara Oliveira.
Inscrições pelos e-mails:
Fonte: NEEI UERJ
16 de fevereiro de 2014 Comments

SEM LIMITES: Jovem com Síndrme de Down passa para o IFMA (Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Maranhão) em 1º lugar

Genilson Protásio Filho foi acompanhado dos pais
Crédito da foto: Paulo Soares
O adolescente Genilson Protásio Filho ingressou no curso de técnico em informática do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), tendo sido aprovado em primeiro lugar, entrando pelas cotas destinadas a pessoas com deficiência. Ele se tornou o primeiro estudante com síndrome de Down da instituição.
 
A escolha do curso e a decisão de participar do seletivo foram do próprio estudante. Ele não escolheu a formação por acaso. Desde criança, o adolescente demonstrou facilidade com jogos eletrônicos e informática, tanto que a família lhe deu um computador e agora comprará um tablet, que é necessário para o curso do IFMA. “Eu sempre gostei de mexer em máquinas, de desmontar os brinquedos para saber como eles funcionam”, revela Genilson Filho.
 
Mas foi a direção da Escola Educar, percebendo as habilidades de Genilson para a área, já que no 9º ano ele participou da turma de robótica, que sugeriu à família que o estudante prestasse seletivo para uma instituição de ensino que também oferecesse curso técnico. “Eu fiquei na dúvida de onde matriculá-lo, pensei até em colocá-lo em alguma escola privada, mas conversamos com ele e ele escolheu fazer técnico em informática no IFMA”, conta Rosanilce Ribeiro, mãe de Genilson Filho.
Quando O Estado chegou em sua casa para a entrevista, ele conversava com amigos pelo celular usando o aplicativo de mensagens instantâneas mais popular da atualidade, o WhatsApp. “A gente percebeu desde cedo que ele gostava e tinha habilidade em informática, mas nós também sempre o incentivamos, tanto que compramos um computar e demos um celular”, diz Rosanilce.
 
No dia do seletivo, ele teve uma hora a mais para responder às questões e contou com o auxílio de um ledor para poder preencher o gabarito da prova. As aulas no IFMA começaram dia 22 de janeiro, mas só na quinta-feira (6) Genilson começou a frequentar o curso. No início da semana, ele e a mãe foram até o IFMA conhecer as instalações da instituição e seus colegas de turma, a quem já foi devidamente apresentado. “A gente também conversou com a psicopedagoga do IFMA para saber como serão as aulas”, informa a mãe.
 
Perfil – Genilson Filho é um adolescente introspectivo e, em seus momentos de lazer, gosta de ficar em casa jogando videogame, mas, junto com a família, ele participa de atividades que promovam a inclusão social de pessoas com algum tipo de deficiência. No ano passado, ele foi eleito presidente da Juventude do Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência, em São Luís, movimento iniciado pelos seus pais após o seu nascimento, e participa de diversos eventos pelo estado. No mês passado, ele acompanhou o pai ao interior do estado, onde foi implantado mais um conselho municipal.
 
Especialistas destacam que não existem graus de síndrome de Down. O desenvolvimento dos indivíduos com a trissomia está intimamente relacionado ao estímulo e incentivo que recebem, sobretudo nos primeiros anos de vida. E o apoio dos pais foi fundamental para que Genilson Filho pudesse desenvolver suas habilidades. “Genilson nasceu de oito meses. Quando ele nasceu, a gente não sabia nada sobre a síndrome de Down, mas os médicos sempre disseram que Genilson podia ter um desenvolvimento normal, então nós procuramos entender o que era a síndrome”, conta Rosanilce Robeiro.
 
O primeiro contato da família com alguma fonte de informação fora dos consultórios médicos foi por meio do livro Muito prazer, eu existo, de Claudia Werneck, o primeiro livro escrito no Brasil sobre síndrome de Down para leigos. Então, em 1998, quando Genilson tinha apenas 2 anos, a família começou a participar de fóruns, eventos e congressos. “Eu fui a um congresso em Brasília e vi muitas pessoas com síndrome de Down fazendo dança, teatro e uma série de outras atividades comuns, então eu disse que queria que meu filho fosse uma criança como todas as outras”, lembra Rosanilce Ribeiro.
 
Ambiente escolar – Se a busca por informação e incentivo por parte da família é fundamental para que a criança com síndrome de Down possa se desenvolver, a inclusão no ambiente escolar é necessária para que ele aprenda a viver em sociedade. E este foi outro grande desafio para a família. Rosanilce queria que o filho estudasse em uma escola regular. Então buscou uma escola em que ele pudesse cursar as disciplinas normais em salas comuns. Com a ajuda de fonoaudiólogos e psicopedagogos, ela conseguiu adaptar as avaliações às necessidades do filho.
 
A mãe de Genilson Filho destacou que as escolas precisam ter disponibilidade para receber pessoas com deficiência. “Não é imprescindível que a escola tenha turma especial e professoras com especialização em educação especial para incluir a criança portadora de algum tipo de deficiência. O primordial é ter disponibilidade. E a escola onde eu matriculei Genilson se abriu para ele. Além das disciplinas regulares, ele fez teatro, coral, robótica”, conta.
 
Agora, Genilson e a família se preparam para outro desafio, o IFMA. “O IFMA tem alunos com diversos tipos de deficiência, mas Genilson vai ser o primeiro com síndrome de Down. Eu já conversei com a psicóloga da instituição para manter o mesmo padrão que eu tinha na antiga escola dele e ela disse que receber meu filho será um desafio também para ela, mas estamos prontos”, afirma a mãe.
 
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Adaptação de imóvel residencial para acessibilidade já pode ser financiada

Portal Inclusão Brasil - Ações sociais e inclusivas
O Banco do Brasil já disponibiliza novos itens financiáveis através da linha BB Crédito Acessibilidade, modalidade de financiamento de bens e serviços de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência. A inclusão de novos itens foi divulgada pela Portaria Interministerial Nº 604, de 24 de dezembro de 2013, abrangendo projetos arquitetônicos, reforma e material de construção, com o objetivo de adaptação de imóvel residencial para pessoas com deficiência.
 
Foram incluídos ainda: cadeira elevadora para domicílios, cadeira de rodas anfíbia, cadeira de rodas escaladora, coletes ortopédicos, cama hospitalar, entre outros. Além disso, continua valendo o financiamento de itens, como cadeiras de rodas, serviços de adaptação de veículos, órteses, próteses, etc. A lista completa de produtos financiáveis pode ser consultada no site www.bb.com.br/creditoacessibilidade.
 
Em dezembro, foram divulgadas reduções nas taxas de juros da linha. Para clientes com renda de até 5 salários mínimos, a taxa é de 0,41% a.m. (de 7% para 5% a.a.) e, para clientes com renda entre 5 e 10 salários, a taxa é de 0,45% a.m. (de 8% para 5,5% a.a.).
 
O financiamento pode ser de até 100% do valor do bem ou serviço, com limite máximo de até R$ 30 mil por pessoa e prestações debitadas diretamente na conta corrente. O prazo é de 4 a 60 meses e a primeira prestação pode ser paga em até 59 dias.
 
O público-alvo são os correntistas do BB com renda de até 10 salários mínimos e limite de crédito disponível. Importante destacar que é possível comprar equipamentos para si mesmo ou para ajudar alguém que necessite.
 
Com quase R$ 85 milhões desembolsados desde o lançamento da linha, em fevereiro de 2012, o BB Crédito Acessibilidade atendeu mais de 14,8 mil clientes em todo o país.
 
Viver Sem Limite
 
Em novembro de 2011, o Governo Federal lançou o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver Sem Limite. Entre as ações definidas, está a acessibilidade que, por sua vez, prevê a busca e disponibilização de tecnologia, moradia e aquisição de equipamentos.
 
Nesse contexto, o Banco do Brasil disponibiliza o BB Crédito Acessibilidade. Com linhas de crédito como essa, o BB fortalece sua condição de agente de desenvolvimento sustentável do país e reforça seu compromisso em promover a cidadania e o fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade.
 
30 de janeiro de 2014 Comments

Memorial da Inclusão recebe exposição “Sentir prá Ver”



Na foto: visitante com deficiência visual ao lado da curadora da exposição, Amanda Tojal.
 
Aconteceu no dia 23 de janeiro, a abertura da exposição “Sentir prá Ver”, no Memorial da Inclusão. Trata-se de uma seleção de 14 reproduções fotográficas acessíveis de obras do acervo da Pinacoteca do Estado.

A exposição de gêneros da pintura, com diferentes técnicas, fica no Memorial até 31 de março e busca de forma inclusiva apresentar obras do acervo do museu à todos, pessoas com e sem deficiência.

Para a realização da exposição foram adicionados recursos de acessibilidade para auxiliar na locomoção da pessoa com deficiência física e/ou mobilidade reduzida, e para estimular a compreensão das obras para pessoas com deficiência visual.

Segundo Elza Ambrósio, coordenadora do Memorial da Inclusão, há quase um ano tentam realizar essa exposição no Memorial da Inclusão. “Uma exposição como essa, totalmente acessível, é um presente para a cidade de São Paulo, que completa 460 anos dia 25”, finalizou. Amanda Tojal, curadora da exposição, agradeceu o apoio do Memorial da Inclusão e destacou, “o conceito de acessibilidade deveria ser assim em todas as exposições”.
 
Foto: Obra tátil de mulher com chapéu representando pintura.

SERVIÇO

Exposição Sentir prá Ver
Data: 24 de janeiro a 31 de março
Local: Memorial da Inclusão
Endereço: Rua Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda
 
3 de janeiro de 2014 Comments

Dilma promulga lei que assegura meia-entrada




SANDRA MANFRINI
Agência Estado
 
A presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 12.933 que dá direito ao pagamento de meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens entre 15 e 29 anos comprovadamente carentes em espetáculos artístico-culturais e esportivos. Segundo a Lei, publicada na edição desta sexta-feira, 27, do Diário Oficial da União (DOU), a concessão do direito ao benefício da meia-entrada é assegurada em 40% do total dos ingressos disponíveis para cada evento.

O texto aprovado pelo Congresso foi sancionado com três vetos. Na mensagem enviada ao Senado para justificar os vetos, a presidente Dilma esclarece que decidiu vetar parcialmente, por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, o projeto de lei que trata da matéria.

Um dos pontos vetados, o parágrafo 3º do artigo 1º, referia-se ao desconto a estudantes no transporte coletivo local. Segundo a exposição de motivos, também publicada no DOU, "o dispositivo proposto, ao regular as condições para a concessão de benefícios para estudantes nos sistemas de transporte coletivo local, invade a esfera de competência dos municípios e pode vir a prejudicar usuários que já disponham de acesso a tais benefícios."

Outro ponto vetado, o parágrafo 7º do artigo 1º, dizia que somente terão direito ao benefício os idosos que apresentarem documento oficial de identidade no momento da aquisição do ingresso e na portaria do local do evento. O governo avaliou que os benefícios voltados às pessoas idosas já estão totalmente regulados pelo Estatuto do Idoso e decidiu vetar esse item.

O terceiro veto, ao inciso 3º do parágrafo único do artigo 3º, refere-se aos casos de emissão irregular ou fraudulenta de carteiras estudantis. O item vetado dizia que as unidades que cometerem essa irregularidade estariam sujeitas a perda definitiva da autorização para emissão de carteiras estudantis.

Ouvido, o ministério da Justiça sugeriu o veto e justificou que "as penas previstas nesse dispositivo seriam aplicadas em face de associações estudantis, cuja composição de membros é dinâmica, por sua própria natureza.

A previsão de uma pena definitiva acabaria por prejudicar, de um lado, dirigentes da associação que jamais participaram de quaisquer irregularidades e, de outro, os próprios estudantes filiados àquela associação, que teriam mais dificuldades para conseguir a sua Carteira de Identificação Estudantil".

Fonte: Estadão


 
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