31 de agosto de 2016 Comments

O divertido anuncio Britânico para os jogos Olímpicos



We’re The Superhumans” é o anúncio do canal de TV ‘Channel 4’ para dar apoio à equipe Paralímpica Britânica nos Jogos Paralímpicos do Rio.

Embalado por uma canção cativante chamada “I Can”, o vídeo mostra os atletas competindo e em suas tarefas diárias, com a intenção de mostrar como eles são heróis genuínos dentro e fora do esporte que praticam.

Vale a pena assistí-lo, pois a música é ótima e as cenas dos esportistas, inspiradoras!

Fonte: Updateordie
21 de agosto de 2016 Comments

Milhões puderam ver pela 1ª vez Bolt vencer: os daltônicos

Por Felipe Noronha

Pessoas cuja visão para cores é diferente tiveram ajuda da pista azul do Engenhão

Usain Bolt ganhou no último domingo os 100 m rasos do atletismo pela terceira vez na história olímpica. O filme pareceu repetido para todo o mundo: Bolt larga mal, se recupera e, a partir da metade da prova, dominas os adversários. Qualquer um que teve a chance de acompanhar a lenda jamaicana no estádio ou pela televisão em Jogos Olímpicos sabe o roteiro. 

Pessoas cuja visão para cores é diferente tiveram ajuda da pista azul do Engenhão
Foto: Getty Images
Mas cerca de 350 milhões de pessoas, na verdade, só perceberam utilizando seus próprios olhos o quão Bolt é dominante durante a prova no Rio de Janeiro: os daltônicos.
 
Aproximadamente 5% da população mundial não enxerga as cores de forma normal. São vários tipos de daltonismo, mas o principal não difere o vermelho do verde - também há daltonismo que geram problemas de diferenciação entre vermelho e preto, verde e laranja, azul e roxo, azul claro e rosa, amarelo e verde claro e amarelo e laranja.
 
Como a pista dos estádios olímpicos de Pequim e Londres eram vermelhas, os daltônicos não conseguiram diferenciar o uniforme de Bolt e de seus rivais do chão.
 
"É difícil seguir os atletas, principalmente em tomadas abertas de televisão. Os atletas "desaparecem" contra a cor da pista", conta Kathryn Albany-Ward, presidente da Colour Blind Awareness (Conscientização sobre Daltonismo, em tradução livre), organização inglesa que tem entre suas bandeiras a luta para que competições esportivas pensem em facilitar a visão para daltônicos.
O Engenhão tem pista azul: assim foi a primeira vez que o jamaicano pôde ter seu show assistido completamente por quem tem daltonismo.
 
"Daltonismo se explica pelo menos de três formas. Ausência total das cores (acromático, vê preto, branco e cinza); ou ausência de uma das cores entre vermelha, verde ou azul, graças à confusão dos canais de pigmentos que formam as cores (dicromático); ou quando pessoa tem todos os receptores de cores, mas não funcionam bem (tricromático)", explica o dr. Ricardo Bretas, presidente do Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria (CBOO).
 
"O mais comum é o fator congênito, que ataca principalmente os homens. Na mulher, quando ataca, o primeiro filho homem tem chance de 50% de ser daltônico", continua Bretas. Um a cada 12 homens é daltônico. Entre as mulheres, uma a cada 200.
No mundo esportivo, os daltônicos não sofrem apenas para enxergar Bolt. O futebol, como o esporte mais popular do mundo, também gera problemas. O principal é que nem toda diferenciação de uniforme entre os times é, de fato, diferente para quem não vê cores.
 
Se um time joga completamente de vermelho e seu adversário de verde, se torna impossível par um daltônico saber quem é quem. Goleiros que jogam com cores que daltônicos não enxergam podem ser confundidos com jogadores de linha, assim como árbitros.
Partida entre Liverpoool e Sunderland pelo C. Inglês (Reprodução/TV)
 
E nas Olimpíadas?
 
"Alguns equipamentos são confundidos com o solo, como bolas vermelhas da bocha (paralimpíadas) com o chão verde. Os mastros dos obstáculos da canoagem verdes e vermelhos parecem ser os mesmos, mas vermelho indica passar de costas e verde de frente. Já exemplo de bom contraste é o chão azul do hóquei com bolas amarelas", diz Ward.
 
"Uniformes no rugby, futebol, basquete, hóquei, podem ser um grande problema. Na Copa do Mundo de rugby de 2015, em três partidas não havia como daltônicos distinguirem os times", continua.

A NBA acaba sendo o exemplo perfeito de ajuda a daltônicos. Como um time sempre usa uniforme claro e o outro escuro, não existem partidas que não possam ser assistidas.
 
"O ideal é que as federações determinassem padrão de contraste em que o individuo portador pudesse identificar a cor", afirma Bretas.
 
Já a Fórmula 1 é um péssimo programa para daltônicos. Segundo a Colour Blind Awareness, os gráficos que a transmissão da modalidade produz para a televisão são difíceis de ser compreendidos (já que trazem verde e vermelho como base).
 
"Quando o verde é usado para mostrar uma vitória e o vermelho uma derrota, isso causa problemas. As coberturas de televisão deveriam utilizar bons contrastes de cor em relação aos gráficos, senão esses problemas surgem. Gráficos de Fórmula 1 são muito confusos", diz a especialista inglesa.
Tabela do C. Inglês - daltônicos não enxergam o gráfico (Reprodução/BBC)

E quais são os padrões facilmente identificáveis?
 
"Pessoas daltônicas diferenciam facilmente preto e branco, azul e amarelo, preto e amarelo, azul e branco. Há outras combinações, mas essas são as melhores", explica Ward.
Já existem empresas desenvolvendo tecnologias para ajudar pessoas daltônicas a diferenciar as cores em transmissões de televisão.
 
"Esse tipo de tecnologia está sendo explorada por muitos canais em todo o mundo e trabalha alterando as cores em tempo real. Algumas grandes organizações esportivas no Reino Unido estão também visando essa tecnologia. Obviamente isso não resolve todos os problemas com uniformes para as pessoas que assistem ao vivo no estádio, porém", conclui Ward.
 
Como Usain Bolt afirma que os Jogos do Rio serão sua última Olimpíada, é possível que os daltônicos possam agradecer para sempre pela pista azul do Engenhão. Mesmo que não tenha sido pensada para isso, ela pode ter ajudado 350 milhões de pessoas a ver a história sendo feita.

27 de julho de 2016 Comments

26 de julho - DIA NACIONAL DO INTÉRPRETE DE LIBRAS



Ontem, dia 26 de julho, foi comemorado o Dia Nacional do Intérprete de Libras. 


Lei nº 12.319, de 1 de setembro de 2010, regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.

O dia 26 de julho é denominado o Dia Nacional do profissional Intérprete de LIBRAS (ILS). A data foi acordada e promovida pela comunidade surda para valorizar os profissionais que propiciam a eles acessibilidade comunicacional. 

PARABÉNS A TODOS PROFISSIONAIS QUE COM AMOR FAZEM SEU TRABALHO E AOS FUTUROS INTÉRPRETES!!! 

26 de julho de 2016 Comments

JOGO CEGO - O filme

O filme JOGO CEGO [versão 52 min] está no ar!
Para versão estendida [66 min] em Full-HD + extras clique: https://vimeo.com/ondemand/blindgame
Prestigie o cinema independente brasileiro.
JOGO CEGO é um documentário sobre esportes paralímpicos para pessoas com deficiência visual. No primeiro plano, estão 04 atletas paralímpicos que compartilham em comum o desejo da vitória. Na rotina, entre treinamentos e competições, o apoio dos treinadores e da família é fundamental. Como pano de fundo, o esporte amador para pessoas com deficiência e a importância da atividade física desde a infância, além da relação entre a prática da cidadania e pessoas com deficiência visual.

A linguagem do filme JOGO CEGO é inovadora, ao passo que traz a audiodescrição como elemento constitutivo do filme, de modo que, tanto as pessoas videntes como as pessoas com deficiência visual, assistirão a mesma, e única, versão do documentário, podendo ser exibido em qualquer sala de cinema, pois não necessita de receptores.

FICHA TÉCNICA:
Erick Monstavicius: Direção, Roteiro e Montagem
Cleber Zerbielli: Direção e Fotografia
Fabia Regina Monstavicius: Produção e Coordenação
Lívia Motta: Roteiro de Audiodescrição
Marcia Caspary: Locutora
Renan Presti Escribano: Desenho de Som, Rotoscopia e Color Grading
Marcelo Felipe Sampaio: Trilha Sonora

3 de julho de 2016 Comments

Neuroeducação

O lobo frontal é a principal região do cérebro que diferencia os seres humanos de outros animais mamíferos e é a região responsável pelo desenvolvimento das funções executivas. 
A base para o aprimoramento das funções executivas inicia-se antes do nascimento, mas as habilidades se desenvolvem gradualmente ao longo das primeiras duas décadas de vida. É justamente por isso que durante nossa primeira infância, quando ainda não temos essas competências constituídas, precisamos de um cuidador ou responsável para nos ajudar a planejar, organizar e monitorar nossas ações. Começamos a perceber os primeiros sinais dessas funções em crianças pequenas, por volta dos 5 anos de idade. No entanto, é comum observarmos jovens aos 15 anos com dificuldades de planejamento, noção de tempo ou, especialmente, controle inibitório. Isso acontece, pois essas capacidades, que têm como cerne a autorregulação ou autocontrole, começam a se desenvolver cedo na infância, mas persistem em amadurecimento ao longo da adolescência e no início da nossa vida adulta.



Fonte: Neuroeducação 
 
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