30 de maio de 2013 Comments

Peças de São Paulo terão legenda para surdos e audiodescrição para cegos

Dar chance para que cegos entendam um movimento de dança ou para um surdo decifrar uma fala de "Hamlet" é parte de um programa para tornar a vida cultural mais acessível em São Paulo.

Ao custo de R$ 2 milhões, o conjunto de medidas do governo estadual paulista inclui linha de crédito de R$ 800 mil a bibliotecas municipais para a compra de equipamentos que facilitem a vida do público com deficiência, como lupas, softwares de leitura e decodificadores para braile.

Inicialmente, as atividades culturais com sessões acessíveis ocorrerão em estruturas ou organizações ligadas ao Estado, como os teatros Sérgio Cardoso, na Bela Vista (região central) e São Pedro, na Barra Funda (zona oeste), e de produções da São Paulo Cia. de Dança e do programa de circulação Ópera Curta.

Na segunda etapa, qualquer companhia ou associação que queira ver um espetáculo com audiodescrição (que interpreta tudo o que é visto em palavras), Libras (Língua Brasileira de Sinais) ou legendas vai poder entrar com um projeto para bancar os custos e fazê-lo.

Sessão de cinema com equipamentos para audiodescrição, para cegos, e exibição de legendas, para deficientes auditivos
O conjunto de medidas é uma parceria da Secretaria da Cultura e da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado.

"Fizemos algumas exibições de dança como teste e os resultados foram impressionantes. Em alguns casos, a audiodescrição aos cegos exige quase a feitura de uma nova obra", diz Maria Thereza Magalhães, coordenadora da Secretaria Estadual da Cultura.

"O incentivo financeiro é uma ação pedagógica, mas é preciso deixar claro que ter acessibilidade para todos em espetáculos é algo que já existe em lei", afirma Linamara Rizzo Battistella, secretaria estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência. "Tenho convicção que é um projeto sustentável", diz.

É pré-requisito aos interessados nos recursos que haja acessibilidade física nos locais que receberão os espetáculos ou nas bibliotecas.


12 de maio de 2013 Comments

Liora

Caros leitores e amigos,
 
A postagem, abaixo, foi retirada do site do grande amigo e fotógrafo Cláudio Machado, comprometido com a inclusão  de pessoas com necessidades especiais, por meio da fotografia. Ainda existem muitas síndromes e deficiências que desconhecemos, e cabe a cada um de nós compartilhar informações quando fazemos uma nova descoberta. Com atitudes assim, diminuimos  o preconceito e a discriminação, ainda tão presentes em nossa sociedade. Acredito que muitas vezes o preconceito e a discriminação ocorrem por falta de conhecimento. Vamos mudar esta situação. COMPARTILHE SEMPRE! Agora, confiram este belíssimo trabalho.
 
Por Cláudio Machado
 
A SpecialKids fez um concurso de fotografia onde crianças com necessidades especiais do Brasil todo enviaram fotos para a fan-page da SpecialKids no Facebook. A mais votada de cada estado ganharia uma sessão de fotos com um fotógrafo da Specialkids.
 
Pois bem, a vencedora do Rio de Janeiro foi a Liora.
 
Liora é uma menina de 2 anos, linda, alegre e muito brincalhona. Adora o ar livre e brincar com água. Liora tem Síndrome de Angelman. Confesso a vocês que embora tenha feito o curso da SpecialKids e me preparado para fotografar várias crianças com necessidades especiais, foi minha primeira vez com Angelman.
 
Vou deixar que a própria mãe da Liora explique a síndrome, pois ela tem um site muito bacana onde faz o relato das experiências da Liora, e dele, retirei o seguinte texto.
“Síndrome de Angelman (SA) é um distúrbio neuro-genético muito raro, com incidência de 1 em cada 15.000 bebes nascidos vivos. As principais características da síndrome são atraso global de desenvolvimento, ausência da fala e apresentam pouca coordenação motora fina e grossa. Muitos desenvolvem epilepsia (em torno de 80%) e distúrbios do sono (também em torno de 80%).
Alguns indivíduos afetados pela síndrome (também conhecidos como “anjos”) desenvolvem fala funcional, mas a grande maioria se comunica através de uma combinação de gestos, olhares, linguagem de sinais (Libras) adaptada e aparelhos de comunicação alternativa (AAC devices). Apesar disso, “anjos” tem uma característica única: eles tem uma atitude alegre e agradável, com um sorriso constante e uma gargalhada contagiante.
“Anjos” são extremamente sociais e adoram receber atenção. Os “anjos” precisam de cuidados o resto de suas vidas, nunca se tornam totalmente independentes. Todos os indivíduos afetados apresentam atraso no desenvolvimento, distúrbio de equilíbrio, atitude alegre, são facilmente excitáveis, muitas vezes balançam os braços levantados ao lado da cabeça (hand-flapping).
A maioria apresenta um padrão anormal específico nos exames de eletroencefalograma (EEG). Muitos são fascinados por água. Muitos tem um distúrbio de integração sensorial e colocam tudo na boca, tudo mesmo. O atraso se torna aparente entre 6 meses e 1 ano de idade, mas a maioria só é diagnosticada entre 3 e 6 anos de idade”
O site da Liora é uma iniciativa muito válida e recomendo a todos e que visitem e conheçam um pouco mais da vida dessa linda menininha.
 
Assim como a Specialkids usa a fotografia como forma de inclusão, sites de pessoas com necessidades especiais também ajudam na inclusão e na quebra de preconceitos. Quanto mais pudermos compartilhar informações, nossa sociedade caminhará para ser mais justa e menos intolerante.
 
Bem, agora vamos ver as fotos da Liora. Antes gostaria de agradecer a SpecialKids pelo lindo trabalho que faz por todo o Brasil e por ter me dado a possibilidade de estar ainda mais perto desses anjinhos, que muitas vezes nem são notados nas ruas e nos shoppings desse país. Agradecer também a Carol, mãe da Liora, pelas agradáveis horas que passamos no Jardim Botânico, local onde as fotos foram feitas.
 
Veja algumas fotos da Liora e confira mais clicando aqui.
 
 

 
 
Veja também neste blog: Síndrome de Angelman
 
 
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Síndrome de Angelman

“… No início da década de 90, pouco ou nada se ouvia falar sobre Síndrome de Angelman. Logo, algo teria de ser feito para mudar esta realidade, se não havia esperança de cura, que pelo menos houvesse a união e conscientização das famílias das pessoas com S.A. (Síndrome de Angelman)…”

O que é?

A Síndrome de Angelman (S.A) é um distúrbio neurológico que causa retardo mental, alterações do comportamento e algumas características físicas distintivas. Ela foi pela primeira vez relatada em 1965, quando um neurologista britânico, Dr. Harry Angelman, descreveu 3 crianças com este quadro. Até 1987, o interesse por esta doença foi bastante reduzido. Neste ano, observou-se que a análise dos cromossomos de afetados por S.A. mostrava em cerca de 50% dos indivíduos a falta de uma pequena porção (deleção) do cromossomo 15. O que parecia ser uma situação muito rara mostrou-se bastante frequente: estima-se atualmente que uma em cada quinze ou vinte mil crianças são afetadas por esta doença.

Diagnóstico de Síndrome de Angelman

O diagnóstico é em geral estabelecido por geneticista ou neurologista, e baseia-se em elementos clínicos, especialmente o retardo no desenvolvimento neuromotor, a ocorrência de crises convulsivas e a presença de características físicas peculiares. Nas crianças que já adquiriram a marcha, chama a atenção o andar bastante desequilibrado, com as pernas abertas e com os membros superiores afastados do corpo, como se tentando melhorar o equilíbrio, acompanhado de movimentos trêmulos e imprecisos. O comportamento caracteriza-se por expansividade e riso fácil e frequente. A comunicação é bastante prejudicada, com a capacidade de expressão pela fala muito reduzida. A S.A. pode ser confundida com deficiência mental de causa indeterminada, autismo infantil ou paralisia cerebral.
 
Além do quadro clínico, alguns exames podem contribuir para o diagnóstico de S.A. O EEG, avaliado por neurofisiologista com experiência nesta doença, poderá mostrar alterações fortemente sugestivas da S.A. Os exames de imagem do crânio, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, são normais ou apresentam alterações pouco específicas, pouco contribuindo para o diagnóstico de S.A. Os exames genéticos são particularmente importantes, sendo que em aproximadamente 80% dos casos, usando-se diferentes técnicas laboratoriais, pode-se confirmar a existência de deficiência em um dos cromossomos 15. Em 20% dos casos, o diagnóstico é baseado apenas em dados clínicos e de outros exames complementares, sendo o estudo genético normal.
 
A importância do diagnóstico de Síndrome de Angelman está em:
  • Poder-se antecipar a ocorrência de problemas característicos desta doença, tais como: distúrbios do sono e crises convulsivas, e, na medida do possível, tratá-los.
  • Poder orientar melhor as medidas de reabilitação, com fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional e outros procedimentos.
  • Permitir orientar os pais quanto ao risco de repetição da S.A. na família, que deve ser avaliado em cada caso. Na maior parte das famílias o risco de repetição de S.A. é muito pequeno, mas somente o estudo genético permite definir qual é ele.

Enfim o diagnóstico permite a busca do porquê de um problema e facilita o planejamento do futuro paciente.
 
Por:  Dr. Fernando KOK  
Neurologista Infantil
Diretor científico da ASA 

Características

  • Atraso na aquisição motora (sentar, andar etc.).
  • Ausência da fala.
  • Falta de atenção e hiperatividade.
  • Andar desequilibrado, com pernas afastadas e esticadas.
  • Natureza afetiva e risos freqüentes.
  • Sono entrecortado e difícil.
  • Redução do tamanho da cabeça e achatamento de sua porção posterior.
  • Características faciais distintivas: boca grande com protusão da língua, queixo proeminente, lábio superior fino, dentes espaçados.
  • Redução da pigmentação cutânea, com pele mais clara do que o padrão familiar e maior freqüência de cabelos -finos e loiros e olhos claros.
  • Estrabismo (40%dos casos) e mais raramente (10%) desvio na coluna (escoliose).
  • Crises epiléticas, especialmente ausências, associadas a padrão característico do eletroencefalograma (EEG).
Por: Dr. Fernando kok
Neurologista infantil
Diretor científico da ASA

Tratamento

Não há cura para a Síndrome de Angelman, mas, há alguns tratamentos para os seus sintomas. A epilepsia pode ser controlada através do uso de medicação, a fisioterapia é uma aliada importante para estimular as articulações prevenindo sua rigidez. Terapia ocupacional ajuda a melhorar a motricidade fina e controlar a conduta motoro-bucal. Terapias de comunicação e Fonoaudiologia também são essenciais para se trabalhar a fala. A hidroterapia e musicoterapia também são muito utilizadas na melhoria dos sintomas desta síndrome. Modificação da conduta tanto em casa, quanto na escola, podem permitir que a criança possa desenvolver, ela mesma, a capacidade de realizar a maioria das tarefas relacionadas com o comer, o vestir e realizar inclusive atividades de casa, neste caso a ajuda, compreensão e paciência dos familiares é essencial para essa conduta.
 
 
23 de abril de 2013 Comments

Alunos com deficiências enfrentam dificuldades para estudar em escolas comuns

Alguns colégios recusam a matrícula e em outros não é oferecida a estrutura necessária

Para garantir a matrícula de Lucas Rateke, 4 anos, em uma escola, os pais tiveram que engolir quatro "nãos"  

Foto: Flávio Neves / Agencia RBS

 Quando Lucas Rateke, 4 anos, chega à escolinha os amigos fazem a festa. O garoto também demonstra para os pais estar à vontade com o ambiente. É ele quem pega a mochila para ir ao colégio, até mesmo no sábado, dia que não há aulas.
 
Mas para chegar à cena feliz e corriqueira para muitos, os pais do garoto, que tem síndrome de Down, tiveram que ouvir muitos nãos. Em Florianópolis, onde moram, foram quatro. O mais doído vindo de uma escola tradicional que disse com todas a letras à mãe Simone que crianças com síndrome não eram aceitas.
 
O pai Fabiano Rateke relembra que as outras escolas procuradas mesmo não negando a matrícula, colocaram barreiras para não aceitar a criança. Em duas foi o fato Lucas usar fraldas e uma terceira exigiu que os pais contratassem uma professora auxiliar.
 
A legislação brasileira garante a todas as crianças o acesso à educação e torna obrigatória a matrícula a partir dos quatro anos — em lei sancionada no início de abril. Além disso, todas as escolas precisam aceitar estudantes com deficiência e garantir a estrutura necessária para o aprendizado deles.
 
A pedagoga da Apae Fabiana de Melo Giacomini Garcez explica que mesmo que o aluno com deficiência tenha menos de quatro anos a escola não pode recusá-lo. Outro problema frequentemente observado é a escola particular pedir que a família contrate um professor auxiliar. De acordo com Fabiana, ele deve ser oferecido pela própria instituição.
 
 
Os pais de Lucas não desistiram de garantir o direito à educação ao filho. A surpresa positiva veio com a escola Sabedoria Júnior próxima de onde moram, no Bairro Carianos, que aceitou a matrícula sem impor condições. Vendo os progressos de Lucas, o pai prefere não depositar expectativas sobre o menino, que ainda pronuncia algumas sílabas. Mas tem o sonho de ver o filho seguir estudando até, quem sabe, conquistar um diploma universitário, como outros portadores de Down já fizeram. Para ele, inclusão é um desafio com o qual se deparam todos os dias:
 
— Na teoria ela é muito bonita, mas na prática...
 
A professora do curso de Educação Especial da Universidade do Vale do Itajaí Célia Renck Hoefelmann fala que apesar dos avanços na área ainda é preciso superar obstáculos, como a concepção equivocada de que as pessoas com deficiência não aprendem ou aprendem menos. Ela resume que a educação é um direito de todos, por isso deve ser garantida a todos. As dificuldades não podem ser um impeditivo para isso.
 
13 de abril de 2013 Comments

"Dê uma ajudinha a si mesmo, reveja seus conceitos" - 4º VÍDEO DA CAMPANHA CONTRA O PRECONCEITO

Vídeos bem-humorados, um deles estrelado pelo ator Ariel Goldenberg, protagonista o filme “Colegas”, dão oportunidade à reflexão sobre as diferenças. Quarto vídeo da série, lançado hoje, mostra uma cena vivida por uma cadeirante na Avenida Paulista.
 
Uma situação vivida por uma deficiente física e pessoas sem deficiência é o tema do quarto vídeo da campanha “Dê uma ajudinha a si mesmo, reveja seus conceitos” do Instituto Mara Gabrilli (IMG) e entidades parceiras. Lançada no Dia Internacional da Síndrome de Down, em 21 de março, a campanha é composta por uma série de quatro vídeos que convida as pessoas à reflexão sobre o preconceito em relação às diferenças. A ação é uma realização do IMG, com patrocínio da Sanofi e apoio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, do SESC, da Livraria Cultura e da FarMais Tremembé. Também apoiam o projeto as seguintes entidades ligadas à inclusão das pessoas com deficiência: APAE São Paulo, Instituto Olga Kos, Movimento Down Brasil, Grupo Chiaverim, ABADS, ADID, Carpe Diem, APABB, ARCA do Brasil, ADERE e SORRI BRASIL.e OAT.
 
 

Com quatro filmes de 45 segundos, divulgados separadamente, a campanha mostra personagens expostos a situações onde a falta de jeito para lidar com pessoas com deficiência se evidencia de forma cômica. Os quatro vídeos integram o curta “Dicas de Convivência”, que será lançado em São Paulo, no dia 18 de abril, durante a Reatech – maior feira de negócios voltada a tecnologia para deficientes de todas as categorias.
 
“O viés desses filmes é a convivência. O primeiro passo para a convivência é quebrar nossa própria barreira e enfrentar o medo de se aproximar. Conviver é viver bem em meio à diversidade”, afirma Mara Gabrilli, fundadora do instituto que leva seu nome, citando que os vídeos deixam clara a mensagem de que a convivência entre pessoas com e pessoas sem deficiência poderia ser simples mas, no entanto, ainda há imensas barreiras a serem superadas.
 
Os personagens da campanha são pessoas com deficiências - física, visual, auditiva e intelectual - e cidadãos brasileiros comuns que querem ajudar pessoas com deficiência, mas não sabe exatamente como. Com espírito de solidariedade, eles se mostram desajeitados e, muitas vezes, inadequados. O roteiro foi elaborado a partir de relatos de pessoas com deficiência. Os vídeos, assinados pela cineasta Ariana Chediak, dão corpo à mensagem da campanha: “Dê uma ajudinha a si mesmo, reveja seus conceitos”, lembrando que a pessoa sem deficiência também precisa de ajuda para mudar sua forma de ver. “Se isso fosse superado, os problemas das pessoas com deficiência certamente seriam muito menores”, conclui Mara Gabrilli.
 
Veja também neste blog:

1º vídeo da campanha contra o preconceito - SÍNDROME DE DOWN

2º vídeo da campanha contra o preconceito - DEFICIÊNCIA AUDITIVA

3º vídeo da campanha contra o preconceito - DEFICIÊNCIA VISUAL

 
A campanha é uma realização do Instituto Mara Gabrilli
 
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