27 de janeiro de 2011

DOIS BRASILEIROS SE DESTACAM NO MUNDIAL DE PARA-ATLETISMO

André Oliveira conquistou a medalha de prata no salto em distância. E Terezinha Guilhermina o seu segundo ouro nos 100 metros rasos. O Brasil tem 15 medalhas no total: cinco ouros, seis pratas e quatro bronzes - Assista o vídeo

da Redação

Dois brasileiros se destacaram, nesta terça-feira (25), no Mundial de Para-Atletismo. E não só pelas medalhas.

Ser atleta, desde pequeno, era o sonho do André. Ele conseguiu. Mas, em 97, aos 25 anos, um salto acabou numa lesão gravíssima: fratura, rompimento dos nervos e ligamentos do joelho esquerdo. Nunca mais recuperou totalmente os movimentos da perna. Só voltou a andar depois de três cirurgias. “Acabou, acabou a carreira, você pensa que acabou até a tua vida, o que eu vou fazer?”, conta André Oliveira, do salto em distância.

Um dia, surgiu o convite para uma competição de para-atletas. Aceitou, tomou gosto e retomou a carreira ao lado de pessoas com deficiência. Nunca teve medo de voltar a saltar, pelo contrário. Na Nova Zelândia ganhou a prata. Primeira medalha em mundiais. “O atletismo move, hoje, a minha vida", afirma André.

O Brasil já ganhou cinco ouros, seis pratas e quatro bronzes: 15 medalhas no total. O pódio: um lugar bastante frequentado por brasileiros em Christchurch. E, numa dessas formais cerimônias de premiação, uma corredora do Brasil quebrou completamente o protocolo.

Deficiente visual, Terezinha corre ao lado de um guia, o Guilherme, que não recebe medalha. Ou melhor, não recebia... A velocista, que já tinha vencido os 200 metros, não ficou sem o ouro no pódio dos 100. “Eu tenho um guia de ouro, que merece medalhas de ouro também e muito mais. Não ganhei medalha sozinha, não cheguei aqui desse jeito sem ajuda do Guilherme. É uma maneira de dizer obrigado”, declara Terezinha Guilhermina, dois ouros no Mundial.


 
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